• Publicado a Dezembro 1, 2020
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“Concerto para 2027 plantas” é o título da instalação bioacústica de Cláudia Martinho que fechou a Sessão Pública de Apresentação da Candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura 2027. Na instalação artística as plantas foram conectadas a sensores que captam os impulsos eletromagnéticos das plantas, convertendo-os em som e criando assim uma polifonia de vozes vegetais, como se de um coro se tratasse.

A obra pretende apelar à importância de valorizarmos a nossa comunicação consciente com as variações e ritmos do ambiente e dos ecossistemas em que nos encontramos, e realçar a importância da vida vegetal nos meios urbanos para o nosso bem-estar.

As plantas utilizadas na peça, em grande parte medronheiros, representavam a energia vital deste território e dos seus cidadãos que, no contexto pandémico atual, não puderam estar presentes na nave do Altice Forum Braga.

Os medronheiros foram doados à Candidatura de Braga pelo Projeto Terra de Esperança da ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente em parceria com a Fundação GALP. Como resultado desta colaboração e como legado deste momento a Candidatura irá plantar estas árvores de fruto no concelho de Braga, com a colaboração das Juntas de Freguesia.

O tempo médio para esta espécie produzir a baga vermelha que lhe é característica são seis anos. Significa que desejavelmente em 2027 estaremos a colher os primeiros frutos de algumas das plantas presentes neste momento simbólico.

Cláudia Martinho é arquiteta, artista sonora e investigadora na Universidade do Minho. Desenvolve instalações sonoras, performances e oficinas, que incentivam a escuta ativa e o desenvolvimento do ser humano em convívio com a natureza. É cofundadora da Rural Vivo, associação cultural dedicada a atividades artísticas, educativas e ecológicas na Serra do Gerês, Reserva da Biosfera da UNESCO.

  • Publicado a 1 de Dezembro, 2020
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